Postado em: 12/11/2011
A Kawasaki voltou ao mercado brasileiro em 2009, alicerçada numa sólida estratégia comercial. O fabricante japonês que produz motos lendárias, como a Ninja, se associou a fortes grupos econômicos na montagem de uma rede de concessionários confiáveis. O que gerou uma nova credibilidade à marca mítica que, no entanto, padecia das "importações independentes". Em geral realizadas por oportunistas que compravam motos em Miami, subfaturadas que entravam ilegalmente no Brasil. A farsa foi desmontada pela Polícia Federal, mas a marca famosa sofreu abalo na credibilidade.
"A era da improvisação está encerrada em definitivo", salienta o diretor da Iesa Kawasaki, Lauro Mongaut. Segundo ele, os japoneses pesquisaram em profundidade o mercado brasileiro e tiveram a certeza de que, com um trabalho sério e dedicado, o consumidor teria a verdadeira percepção sobre a Kawasaki como produtora de motos extremamente tecnológicas e performáticas. "E que devem ter revendas à altura do mito", enfatizou.
Mongaut está em Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro, onde a marca realiza nesta semana sua convenção nacional de vendas. Ele concedeu a entrevista por telefone e informou que a Kawasaki quer ampliar também sua participação no florescente mercado dos veículos aquáticos para lazer.
"Na quarta-feira, a Kawasaki apresentou o novo Jet Ski com motor de 300 HP e marcha a ré que promete ser a sensação do verão brasileiro", afirmou. Na quinta-feira, inicia-se a apresentação das novidades em motos, que inclui novas versões para modelos consagrados, como a ZX 6R, ZX 10 ou a Ninja 250 R. Segundo Mongaut, dos 18 modelos que comercializa no Brasil, ao menos quatro já são produzidos no país na unidade industrial de Manaus. Para o executivo, isto significa uma grande vantagem para a marca. Que, ao menos em relação a estes modelos de grande demanda, como a 250 R e ZX 10, produzidas internamente, livra-se do novo IPI.
Mas ele fez questão de ressalvar que, infelizmente, no momento, o mercado motociclístico gaúcho estagnou. "Paramos na média de 500 motocicletas comercializadas mensalmente", apontou. Segundo Mongaut, fatores como a instabilidade climática, os juros que ascenderam no primeiro semestre, a falta de promoções de vendas para motos de maior cilindrada, a concentração excessiva de vendas em motos de baixo custo e a precária tecnologia direcionada aos motoboys são fatores que "acabam prejudicando o mercado maduro formado por verdadeiros motociclistas, onde vivem os mitos da Kawasaki" e a sua alta tecnologia. "Mas a Iesa Kawasaki reverterá esta tendência no início de 2012", concluiu.
Fonte: http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=117&Numero=41&Caderno=7&Noticia=358577
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